22/06/2015

I Revolução Industrial


Olá, pessoal! Eu estou estudando para a prova de amanhã e resolvi fazer isso de um jeito diferente. Geralmente, os estudantes pegam seus cadernos e estudam os exercícios, mas eu resolvi ligar música clássica e fazer um trabalho sobre cada matéria que irei estudar. O Engraçado é que a I Revolução Industrial nem vai cair na prova do 9° ano, mas resolvi relembrá-la antes de começar com a matéria de verdade. 
Eis aqui o "trabalho" sobre a I Revolução Industrial. Nos meus trabalhos, eu gosto de grifar as partes importantes. (Confesso que esforço muito para não acabar grifando tudo ._. )
(A minha intenção inicial era contar toda a história como se eu fosse um personagem, mas não deu muito certo, pois achei a história escrita nos sites que pesquisei bem mais abrangente do que os meus conhecimentos. )
Esses humanos... Sempre fazendo coisas e mais coisas. Geralmente, as atitudes impiedosas e exploradoras dos homens não me surpreendem e eu não gostaria nem de lembrar-me de tudo o que presenciei, mas como dizem que esses acontecimentos do passado são muito importantes para que você entenda a nossa realidade hoje em dia, iremos relembrar juntos.


I Revolução Industrial
Chamamos de Revolução Industrial as transformações ocorridas na Europa Ocidental, entre os séculos XVIII e XIX (18 e 19). Estas foram diretamente relacionadas à evolução do processo produtivo. Essa evolução é composta de diferentes fases.

A primeira fase é o artesanato ou produção artesanal. O artesão era o dono das matérias-primas e dos instrumentos de produção e dominava todo o processo produtivo. A manufatura ou produção manufatureira é a segunda fase. As manufaturas eram grandes oficinas onde os artesãos trabalhavam sob o controle do dono e a produção em série e as divisões do trabalho começaram a ser implantadas, aumentando a capacidade e a velocidade da produção. A última fase é a maquinofatura ou produção mecanizada. É o momento em que surgem as máquinas industriais que substituíram ferramentas e trabalhadores. Os artesãos tornaram-se operários submetidos ao ritmo das máquinas. Esta última fase marca o início da Revolução Industrial.

A Inglaterra foi o primeiro país a registrar a atividade industrial. A Revolução Inglesa promoveu a burguesia ao poder. O acúmulo de capitais (Acumulação de capital, como o próprio nome já diz é a concentração do dinheiro nas mãos de poucas pessoas. É uma característica fundamental do Capitalismo em que poucos têm muito e muitos tem pouco (não raro, menos do que o necessário para seu sustento)). era necessária para impulsionar a industrialização e, para isso, a Inglaterra investiu na transformação da estrutura agrária e na expansão marítimo-comercial, aumentando sua zona de livre comércio e sua capacidade de créditos financeiros, inclusive com a criação do Banco da Inglaterra, em 1694.

Na revolução industrial inglesa a principal manufatura era a tecelagem de lã. Mas foi na produção dos tecidos de algodão que começou o processo de mecanização, isto é, da passagem da manufatura para o sistema fabril. A matéria prima vinha das colônias (Índia e Estados Unidos). Cerca de 90% dos tecidos ingleses de algodão eram vendidos ao exterior, o que teve papel determinante na arrancada industrial da Inglaterra.


A Mecanização
A mecanização se estendeu do setor têxtil para a metalurgia, para os transportes, para a agricultura e para outros setores da economia. Diversos inventos revolucionaram as técnicas de produção e alteraram o sistema de poder econômico. A grande fonte de riqueza deslocou-se da atividade comercial para a industrial. Quem desenvolvesse a capacidade de produzir mercadorias passaria a ter a liderança econômica no mundo. E foi isso o que aconteceu com a Inglaterra, foi o primeiro país a se industrializar utilizando a máquina na produção:

a máquina de fiar, que transforma em fios as fibras têxteis de algodão, seda e lã, para o fabrico de tecidos. Essa invenção revolucionou a técnica de produção, transformando a Inglaterra no maior produtor de fios para tecidos. Essa invenção substituiu a roca, um dos mais simples e antigos instrumentos de fiar.

o tear mecânico, inventado em 1785, em substituição ao tear manual, aumentou de forma considerável a produção de tecidos, colocando a Inglaterra na liderança mundial da época.

a máquina a vapor, cujo uso na indústria de tecido, nas usinas de carvão mineral, na industrialização do ferro, nas embarcações (navios a vapor), nas estradas de ferro (locomotiva a vapor), entre outras, representou uma revolução no transporte de passageiros e cargas.

A invenção de máquinas, o aproveitamento da energia calorífica do carvão mineral e sua transformação em energia mecânica para fazer funcionar as máquinas representaram um grande avanço nas técnicas empregadas para a fabricação de mercadorias e, conseqüentemente no aumento da produção.

Como muitos empresários ambicionavam lucrar mais, o operário era explorado sendo forçado a trabalhar até 15 horas por dia em troca de um salário baixo. Além disso, mulheres e crianças também eram obrigadas a trabalhar para sustentarem suas famílias.
Diante disso, alguns trabalhadores se revoltaram com as péssimas condições de trabalho oferecidas, e começaram a sabotar as máquinas, ficando conhecidos como “os quebradores de máquinas“. Outros movimentos também surgiram nessa época com o objetivo de defender o trabalhador.
O trabalhador em razão deste processo perdeu o conhecimento de todo a técnica de fabricação passando a executar apenas uma etapa.


Apesar de tudo, a Inglaterra passou, assim, da manufatura para a maquinofatura. Produzia e vendia seus produtos industriais em todo o mundo, graças, entre outros fatores, à expansão do sistema colonial. Dessa forma, no século XVIII, o país tornou-se a maior nação capitalizada do mundo, sendo Londres a capital financeira internacional.

Os burgueses capitalizados investiram na indústria, adquiriram propriedades rurais e modernizaram os meios de produção. Essas ações levaram ao aumento da produtividade e redução do número de trabalhadores rurais, substituídos pelas máquinas e obrigados a migrar para as cidades.

O aumento da oferta de alimentos aliado ao desenvolvimento da medicina proporcionou o aumento da população que, associado ao êxodo rural, ampliou a oferta de mão-de-obra barata nas cidades.

Algumas condições naturais também foram decisivas para o pioneirismo inglês, como a posição geográfica privilegiada. Por ser uma ilha, os ingleses tinha maior facilidade de acesso ao comércio marítimo e à exploração dos grandes mercados coloniais. Além disso, o subsolo inglês era rico em carvão mineral (principal fonte de energia da Revolução Inglesa) e em minério de ferro (principal matéria-prima).


Expansão industrial
A Revolução Industrial teve vários desdobramentos que podemos dividir em etapas. A primeira é limitada à Inglaterra, tendo como destaque o desenvolvimento da indústria de tecidos e o aperfeiçoamento das máquinas a vapor. Esse período é conhecido como Primeira Revolução Industrial e teve duração aproximada entre os anos 1760 e 1860.


Exercício
(Unicamp 2011) "[...] Um operário desenrola o arame, o outro o endireita, um terceiro corta, um quarto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer a cabeça do alfinete requerem-se 3 ou 4 operações diferentes, [...]"
HQ Frank e Ernest (Foto: Reprodução/Jornal do Brasil)

A respeito do texto e do quadrinho são feitas as seguintes afirmações:
I. Ambos retratam a intensa divisão do trabalho, à qual são submetidos os operários.
II. O texto refere-se à produção informatizada, e o quadrinho, à produção artesanal.
III. Ambos contêm a ideia de que o produto da atividade industrial não depende do conhecimento de todo o processo por parte do operário.
Dentre essas afirmações, apenas:
a) I está correta.
b) II está correta.
c) III está correta.
d) I e II estão corretas.
e) I e III estão corretas.
Gabarito
Letra E. Tanto o texto quanto a tirinha retratam uma das grandes alterações no modo de produção, a divisão do trabalho. Antes os artesãos eram donos dos instrumentos de produção e de todas as etapas do processo produtivo. Com a Revolução Industrial, houve a divisão entre os que detinham os instrumentos de produção e os que trabalhavam. Ainda, os que trabalhavam deixaram de dominar todo o processo produtivo e passaram a executar apenas uma das etapas, no que se convencionou chamar de linha de montagem.

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