
Olá, pessoal! Eu estou estudando para a prova de amanhã e resolvi fazer isso de um jeito diferente. Geralmente, os estudantes pegam seus cadernos e estudam os exercícios, mas eu resolvi ligar música clássica e fazer um trabalho sobre cada matéria que irei estudar. O Engraçado é que a I Revolução Industrial nem vai cair na prova do 9° ano, mas resolvi relembrá-la antes de começar com a matéria de verdade.
Eis aqui o "trabalho" sobre a I Revolução Industrial. Nos meus trabalhos, eu gosto de grifar as partes importantes. (Confesso que esforço muito para não acabar grifando tudo ._. )
(A minha intenção inicial era contar toda a história como se eu fosse um personagem, mas não deu muito certo, pois achei a história escrita nos sites que pesquisei bem mais abrangente do que os meus conhecimentos. )
Esses humanos... Sempre fazendo coisas e mais coisas.
Geralmente, as atitudes impiedosas e exploradoras dos homens não me surpreendem
e eu não gostaria nem de lembrar-me de tudo o que presenciei, mas como dizem
que esses acontecimentos do passado são muito importantes para que você entenda
a nossa realidade hoje em dia, iremos relembrar juntos.
I Revolução Industrial
Chamamos de Revolução Industrial as transformações ocorridas na Europa Ocidental, entre os séculos XVIII e XIX (18 e 19). Estas
foram diretamente relacionadas à evolução do processo produtivo. Essa evolução
é composta de diferentes fases.
A primeira fase é
o artesanato ou produção artesanal.
O artesão era o dono das matérias-primas e dos instrumentos de produção e dominava todo o processo produtivo. A
manufatura ou produção manufatureira é a
segunda fase. As manufaturas eram
grandes oficinas onde os artesãos trabalhavam sob o controle do dono e a
produção em série e as divisões do trabalho começaram a ser implantadas,
aumentando a capacidade e a velocidade
da produção. A última fase é a maquinofatura ou produção mecanizada. É
o momento em que surgem as máquinas
industriais que substituíram ferramentas e trabalhadores. Os artesãos tornaram-se operários
submetidos ao ritmo das máquinas. Esta última fase marca o início da Revolução Industrial.
A Inglaterra foi o
primeiro país a registrar a atividade industrial. A Revolução Inglesa
promoveu a burguesia ao poder. O acúmulo de capitais (Acumulação de capital, como o próprio nome
já diz é a concentração do dinheiro nas
mãos de poucas pessoas. É uma característica
fundamental do Capitalismo em que poucos têm muito e muitos tem pouco (não
raro, menos do que o necessário para seu sustento)). era necessária para
impulsionar a industrialização e, para isso, a Inglaterra investiu na transformação da estrutura agrária e na
expansão marítimo-comercial, aumentando
sua zona de livre comércio e sua capacidade de créditos financeiros, inclusive
com a criação do Banco da Inglaterra, em 1694.
Na revolução
industrial inglesa a principal
manufatura era a tecelagem de lã. Mas foi na produção dos tecidos de algodão que começou o processo de mecanização, isto é, da passagem da manufatura para o sistema
fabril. A matéria prima vinha
das colônias (Índia e Estados Unidos). Cerca de 90% dos tecidos ingleses de algodão eram vendidos ao exterior, o que teve papel determinante na arrancada industrial da Inglaterra.
A Mecanização
A mecanização se estendeu do setor têxtil para a metalurgia,
para os transportes, para a agricultura e para outros setores da economia.
Diversos inventos revolucionaram as técnicas de produção e alteraram o sistema
de poder econômico. A grande fonte de riqueza deslocou-se da atividade
comercial para a industrial. Quem
desenvolvesse a capacidade de produzir mercadorias passaria a ter a liderança
econômica no mundo. E foi isso o que aconteceu com a Inglaterra, foi o
primeiro país a se industrializar utilizando a máquina na produção:
a máquina de fiar, que transforma em fios as fibras têxteis de
algodão, seda e lã, para o fabrico de tecidos. Essa invenção revolucionou a
técnica de produção, transformando a Inglaterra no maior produtor de fios para
tecidos. Essa invenção substituiu a roca, um dos mais simples e antigos
instrumentos de fiar.
o tear mecânico, inventado em 1785, em substituição ao tear
manual, aumentou de forma considerável a produção de tecidos, colocando a
Inglaterra na liderança mundial da época.
a máquina a vapor, cujo uso na indústria de tecido, nas usinas
de carvão mineral, na industrialização do ferro, nas embarcações (navios a
vapor), nas estradas de ferro (locomotiva a vapor), entre outras, representou
uma revolução no transporte de passageiros e cargas.
A invenção de máquinas, o aproveitamento da energia calorífica
do carvão mineral e sua transformação em energia mecânica para fazer funcionar
as máquinas representaram um grande avanço nas técnicas empregadas para a
fabricação de mercadorias e, conseqüentemente no aumento da produção.
Como muitos empresários ambicionavam lucrar mais, o operário era
explorado sendo forçado a trabalhar até 15 horas por dia em troca de um salário
baixo. Além disso, mulheres e
crianças também eram obrigadas a trabalhar para sustentarem suas famílias.
Diante disso, alguns trabalhadores
se revoltaram com as péssimas condições de trabalho oferecidas, e começaram
a sabotar as máquinas, ficando
conhecidos como “os quebradores de
máquinas“. Outros movimentos também surgiram nessa época com o objetivo de defender o trabalhador.
O trabalhador em razão deste processo perdeu o conhecimento de todo a técnica de fabricação passando a executar apenas uma etapa.
O trabalhador em razão deste processo perdeu o conhecimento de todo a técnica de fabricação passando a executar apenas uma etapa.
Apesar de tudo, a
Inglaterra passou, assim, da manufatura para a maquinofatura. Produzia e
vendia seus produtos industriais em todo
o mundo, graças, entre outros fatores, à
expansão do sistema colonial. Dessa forma, no século XVIII, o país tornou-se a maior nação capitalizada
do mundo, sendo Londres a capital
financeira internacional.
Os burgueses
capitalizados investiram na indústria, adquiriram propriedades rurais e modernizaram os meios de produção. Essas ações levaram ao aumento da
produtividade e redução do número de trabalhadores rurais, substituídos pelas máquinas e obrigados a migrar para as cidades.
O aumento da oferta
de alimentos aliado ao desenvolvimento da medicina proporcionou o aumento da
população que, associado ao êxodo
rural, ampliou a
oferta de mão-de-obra barata nas
cidades.
Algumas condições
naturais também foram decisivas para o pioneirismo
inglês, como a posição geográfica
privilegiada. Por ser uma ilha, os
ingleses tinha maior facilidade de acesso ao comércio marítimo e à exploração
dos grandes mercados coloniais. Além disso, o subsolo inglês era rico em carvão mineral (principal fonte de energia
da Revolução Inglesa) e em minério de ferro (principal matéria-prima).
Expansão industrial
A Revolução
Industrial teve vários desdobramentos que podemos dividir em etapas. A
primeira é limitada à Inglaterra,
tendo como destaque o desenvolvimento da
indústria de tecidos e o aperfeiçoamento das máquinas a vapor. Esse período
é conhecido como Primeira Revolução
Industrial e teve duração aproximada entre os anos 1760 e 1860.
Exercício
(Unicamp 2011)
"[...] Um operário desenrola o arame, o outro o endireita, um terceiro
corta, um quarto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para
fazer a cabeça do alfinete requerem-se 3 ou 4 operações diferentes, [...]"

I. Ambos retratam a intensa divisão do trabalho, à qual são
submetidos os operários.
II. O texto refere-se à produção informatizada, e o
quadrinho, à produção artesanal.
III. Ambos contêm a ideia de que o produto da atividade
industrial não depende do conhecimento de todo o processo por parte do
operário.
Dentre essas afirmações, apenas:
a) I está correta.
b) II está correta.
c) III está correta.
d) I e II estão
corretas.
e) I e III estão corretas.
Gabarito
Letra E. Tanto o texto quanto a tirinha retratam uma das
grandes alterações no modo de produção, a divisão do trabalho. Antes os
artesãos eram donos dos instrumentos de produção e de todas as etapas do
processo produtivo. Com a Revolução Industrial, houve a divisão entre os que
detinham os instrumentos de produção e os que trabalhavam. Ainda, os que
trabalhavam deixaram de dominar todo o processo produtivo e passaram a executar
apenas uma das etapas, no que se convencionou chamar de linha de montagem.
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